BIO

Ian Cardoso é instrumentista, compositor e arranjador baiano. Faz parte do grupo Pirombeira e da banda do cantor Ronei Jorge, além de colaborar com alguns artistas de Salvador. O músico está em vias de lançar o seu primeiro EP solo, intitulado Reina, que rodeia os estímulos simbólicos dos sonhos, da natureza e do apocalipse, para abordar temas existenciais. Foi com o Pirombeira que Ian Cardoso se lançou na cena musical de Salvador. O grupo lançou seu primeiro álbum em abril de 2017 no Teatro Vila Velha e foi indicado a oito categorias do Prêmio Caymmi de Música, das quais venceu as de "Melhor Show" e "Melhor Música Com Letra". Neste mesmo ano foi indicado ao 18º Grammy Latino, na categoria "Projeto Gráfico".

 

O trabalho do grupo foi reconhecido em outras diversas premiações. No Prêmio Caymmi de 2015 foi vencedor na categoria “Melhor Banda” e ainda foram premiados no Prêmio Jovens Agentes da Cultura, do Ministério da Cultura, pelo Som de Zilda, evento de artes ocorrido entre os anos de 2010 e 2013 em Salvador. Também com o Pirombeira, Ian já se apresentou em projetos como o Circuito Música Bahia (Pirombeira convida Junix), Bahias Intemporais (CAIM convida Pirombeira), Festival da Primavera em Salvador, Festival Radioca, Festival de Jazz do Capão e outros.

 

Como músico, já fez parte da banda da cantora Mônica Freire durante o show "O Fio", no qual tocava guitarra, viola caipira e charango. Com esse projeto, realizou turnê no Canadá em 2014, em Montreal (Festival Francofolies), Ottawa e L’assomption, além de diversas casas em Salvador. Ian também acompanha ou acompanhou artistas como Ronei Jorge, com quem gravou o álbum Entrevista, lançado em 2018, Cassio Nobre, Sandyalê, Lívia Nery, Roberto Mendes, Rebeca Matta, Tropical Selvagem, Josyara, João Bá, Tião Carvalho, RadioMundi, dentre outros.

 

Ian Cardoso também realiza trabalhos em diálogo com outras linguagens artísticas: como teatro, dança e performance. É dele a direção musical para os espetáculo Romeu e Julieta (2016), com encenação de Márcio Meirelles, A Besta (2017), encenada pelo dramaturgo inglês Graeme Poulleyn, e O Auto da Barca de Camiri, direção de Erick Saboya e Vinícius Bustani. Outros destaques do diálogo de Ian com outras artes está a criação da trilha original para o espetáculo "Cuspe, paetês e lantejoulas" (2016) do Grupo de Dança Contemporânea da UFBA, o espetáculo “Sobre a Superfície e o Mais Profundo” da Cia. Reforma de Dança e a gravação da trilha do curta metragem "Boi na Linha" (2015), do cineasta Artur Dias, na qual tocou viola caipira.

 

No currículo, também traz a parceria com a irmã, a dançarina Mab Cardoso. Em 2017, realizaram juntos uma residência artística em Berlim. Durante a estadia, a dupla desenvolveu o projeto Box-Desoxi. Outro projeto dos dois foram as intervenções urbanas na orla da Ondina, em 2010, e na Reitoria da UFBA, em 2011, ambos pelo Painel Performático da Escola de Dança da UFBA.